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domingo, 1 de dezembro de 2013

Advento


Iniciamos hoje o tempo litúrgico do Advento, período que nos anuncia a chegada do Natal. Na coroa as 4 velas que acendemos progressivamente nos indica as 4 semanas do tempo do  Advento e as 4 fases da história da salvação preparando a vinda do Salvador.
Vivamos com intensidade esse período fecundo, focando no essencial das festas natalinas, que é o nascimento de Jesus, nos preparando para reviver esse momento histórico de tanta importância para a humanidade, em que o nosso Deus Emanuel quis armar a sua tenda e morar entre nós, um Deus que se tornou próximo para que nós não esqueçamos do nosso próximo, onde Ele próprio está presente.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Perdas


A perda é algo inerente à vida humana, ninguém passa por ela sem passar por pelo menos uma grande perda que abale as estruturas da própria vida.
Pequenas pernas são mais constantes, com elas vamos aprendendo que a vida tem suas nuances de dores e alegrias. Ao nascermos já iniciamos esse processo de perda, adaptação e prosseguimento.
Aprender a viver com sabedoria é importante, aproveitando todos os minutos que passamos ao lado de pessoas que nos são queridas, porque cedo ou tarde iremos perdê-la ou ela irá nos perder, para que não nos sobre apenas arrependimentos e fique sim, uma saudade dos bons momentos, a certeza de que dei tudo que podia de mim, fui motivo de alegria, mesmo que tenham ocorrido alguns desencontros, isto também faz parte.
Surpreendamos positivamente a quem amamos, dediquemos tempo só para estas pessoas, despertemos um sorriso, dois, três, mais...
Alegremo-nos com suas vitórias, conquistas.
Na hora da dor, sejamos presença, sejamos palavras e se estas faltarem sejamos silêncio.
Sejamos permanência quando for necessário, andemos lado a lado e sem pressa contemplemos juntos a beleza que se desponta a frente.
Sejamos empatia, amor, misericórdia, perdão, gratuidade.
Mão na mão, coração no coração, sintamos o seu pulsar.
A vida vai se fazendo, vai sendo construída momento a momento até chegar ao seu ultimo minuto, que ela possa valer a pena para mim e para todas as pessoas, aprendendo com as perdas a valorizar aquilo que temos e somos.

Ir. Célia Luiza MESC

A vida passa rápido



Em meio a toda esta correria, o cérebro continuamente está em atividade e o corpo o acompanha em um ritmo sempre acelerado, tentando compactar as atividades, para conseguir dar conta, do máximo que se possa fazer.
Este é o nosso mundo, com seus minutos cada vez mais diminuídos, o tempo não anda voa. Passamos pela vida, não a vivemos, como um trem que vai passando, cada minuto uma nova estação, são tantas imagens, frases, mensagens, rostos, objetos, fatos que rapidamente passam pelos olhos já adaptados a ver sem enxergar, este emaranhado de coisas.
Assim a vida segue o seu destino. Corremos tanto, que nos arriscamos não viver nem os nossos últimos momentos, de não se dar conta que a vida já passou e está no fim.
Assim é para todo mortal, a vida é finita, independente de como a tenhamos vivido, do que tenhamos feito ou deixado de fazer, ela vai chegar ao fim igual, de modo inesperado ou não, tudo passa e passa rápido.

Ir. Célia Luiza (MESC)
26/11/12

Oração na hora da dor



Senhor, caminhar nem sempre é fácil,
principalmente quando há a dor da 
incompreensão, da mentira, do ciume, fofoca, da inveja.
A cruz em alguns trechos do caminho se torna pesada.
Obrigada pelos Cirineus que me ajuda a carregar a cruz,
que são companheiros de caminhada.
Gratidão pelas Madalenas que secam as lagrimas,
quando o coração só sabe chorar.
Obrigada sobretudo, porque és o Amigo fiel
que não me deixa no chão quando eu caio.
És Aquele que me mostra que a estrada é diversa 
e nela o sol também está a brilhar,
a primavera sempre vem,
há sempre um amigo que me espera,
há a tua graça a me acompanhar.
Mostra-me a cada dia que nada é em vão
e que os caminhos por onde passo, passaste primeiro,
por isso não estou só.
Sustentá-me Senhor!
Mantenha-me fiel!
Não deixe que se apague em mim a luz da fé.
Amém.

Ir. Célia Luiza MESC

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ecos da minha alma


O meu Deus é assim, 
como uma brisa suave
um Pai muito afável
que acolhe e consola
com um amor que promove, perdoa e devolve a dignidade.
Um Deus feliz, que sorri dentro de mim
e o eco desse sorriso sereno afeta outros corações.
Um amigo fiel, mesmo quando não sou fiel
companheiro permanente
que me faz companheira dos pobres, doentes e marginalizados.
Ele é dançarino, baila dentro de mim
por todos os recantos do meu ser
ensina-me a não perder o compasso
mesmo em meio aos espinhos.
Qual cantor compôe e canta como Ele?
É o cantor dos cantores
é o inventor das canções
que embala e ecoa em meu ser, 
melodia suave que toca profundo
e não perde o compasso
cantando-me enfim.
Assim vou prosseguindo
suavisando corações,
provocando sorrisos
em meio a sempre novos amigos
animada pelos velhos,
dançando no ritimo celestial,
embalada pela melodia que Deus toca dentro de mim
e que muitos conseguem ouvir,
quem ainda não conseguiu, é só aproximar-se um pouquinho
minha alegria é partilhá-la
e perceber que outros a partilham também.
Vejo assim sorrir o autor!
Creia-me, 
Ele sorri dentro de você e de mim,
escute-o

Ir. Célia Luiza

Sempre há gente chegando


É muito interessante a nossa vida, está sempre em movimento de pessoas que estão sempre chegando.
Quando conhecemos alguém não fazemos idéia, do quanto será importante em nossa vida.
Alguns chegam discretos, outros em meio a uma grande confusão, em meio a momentos de alegria e celebração ou de tristeza e lagrimas. Há os que chegam de mansinho, sem que percebamos já conquistou seu espaço em nós, e o que dizer daqueles que dá a impressão que já conhecemos há anos?
Estas chegadas constantes fazem nossa vida ser especial, dar cor, brilho, alegria, nos mantém vivos.

Ir. Célia Luiza

domingo, 14 de julho de 2013

VEM PRA RUA VEM


Com este lema inspirado na musica do grupo Rappa com o nome Vem pra rua, milhares de brasileiros saíram às ruas no dia 20 de julho, inclusive eu, como religiosa, Ministra dos enfermos e da vida que traz no peito junto com tantos outros religiosos o sonho de ver um Brasil mais digno.
O ato de ir para as ruas, de sair de casa com suas faixas, cartazes, rosto pintado foi para dizer CHEGA ao um sistema que faz o que quer sem levar em consideração as pessoas que os colocaram lá, as pessoas que confiaram que seriam bem representados e teriam seus direitos respeitados.
O  numero de pessoas diminuiu nas ruas, seja, por terem sido levadas pelo medo dos oportunistas que foram as ruas, com um objetivo de destruir e não de construir, ou por outros motivos, porém ficaram uma pequena concentração de pessoas,  aquelas mais comprometidas, envolvidas nas causas sociais, que nunca dormiram na busca de um Brasil melhor.
Me uni dia 01/07 ao grupo de enfermeiros, estudantes de enfermagem e técnicos de enfermagem, que também foram as ruas para continuar uma luta que há algum tempo está travada: Da implantação da jornada de 30 horas semanais a PL 2.295/00 que além de um direito da enfermagem aumentará a garantia de uma maior qualidade na assistência, para dizer não ao ato médico e dizer bem alto a Rede globo que ela não nos representa, demonstrando nosso repúdio a imagem deturpada que ela vem passando da enfermagem e por melhores salários para a enfermagem.
Em todas as manifestações que participei ouvi muitos gritos, esses gritos denunciavam diversas realidades que assolam o nosso país causando grande destruição: a corrupção, o valor dos salários dos políticos, a inflação, os impostos que pagamos sem um retorno, os hospitais deteriorados e com poucos profissionais com salários desvalorizados, o horror dos transportes públicos, o cumprimento do julgamento do mensalão que não deu em nada, o superfaturamento dos estádios para copa, o PEC 37 que tida dos Ministérios Públicos, Estaduais e Federais o poder de investigação, a estruturas das nossas escolas e o baixo salário, desvalorização dos professores, a segurança que causa insegurança.
Espero e tenho certeza, que esta é a esperança dos brasileiros de que continuemos lutando e cobrando nossos direitos.

Ir. Célia Luiza